Poucas
flores há no caminho de quem se abraça com a cruz. E provam que essas flores
são regadas com nossas lágrimas.
Mas
o erro, não está em molhar nosso travesseiro todas as noites, esperando que
Deus tenha piedade e finalmente mova Sua mão em nosso favor. Não está em
expormos para Deus todas as nossas frustrações e medos, todos os nossos dilemas
e angústias, como se Ele jamais fosse nos ouvir. Na verdade, Ele é o único – em
todo o universo – que consegue nos escutar e compreender, sem jamais fazer
julgamentos, sem nem mesmo nos interromper.
O
erro não está em suspirar todo o oxigênio num raio de quilômetros, tentando
encontrar um pouco mais de força para suportar a dor que muitas vezes lateja
dentro das nossas almas, cuja intensidade não pode ser medida nem explicada com
palavras. O erro não está em desejar um abraço, um carinho, um olhar
compreensivo, e ver, outra vez, o chão se perder debaixo dos nossos pés, quando
novamente compreendemos que não há ninguém ao nosso redor que possa fazer isso
por nós.
O
erro está em permanecer nessas coisas como se elas fossem a única alternativa
das nossas vidas. O erro está em não perceber que a bondade e a misericórdia do
Bondoso Senhor vêm nos despertar todas as manhãs, e que são fontes das quais
podemos beber a todo instante. O erro está em esquecer que o amor de Deus e a
Sua presença podem nos dar toda condição de suportarmos a dor, a perda, a
solidão, a fraqueza, o medo, a tristeza, a rejeição, e tudo mais o que tenha
nos feito chorar.
Para
uns Deus diz “sim”. Para outros, Deus diz “não”. Para outros, Deus diz
“espere”. Para muitos, Deus não diz nada. (E o silêncio de Deus dói tanto, não
é?) Porém, muitas vezes Deus está, de fato, nos dando respostas e direções.
Talvez não em terremotos, em tempestades, em fogaréus, mas em brisas suaves
(1Reis 19.11-13). Talvez não com grandes eventos, mas com pequenas gotas de
orvalho, caindo suavemente das folhas sobre a terra numa madrugada fria.
E,
nesse, caso, o erro não está em admitir fraquezas e expressar temores, tampouco
em chorar, clamar e esperar quais meninos pela intervenção do Senhor ou pela
Sua resposta. O erro está em deixar que as circunstâncias más das nossas vidas
roubem nossa paz e nos façam esquecer que os exemplos deixados por Deus ao
longo da Sua atuação na história do Seu povo (como no caso de Elias que, depois
de tudo, ascendeu aos céus num redemoinho – 2Reis 2.1-14), a gloriosa
ressurreição de Cristo dentre os mortos quando tudo parecia perdido, e o
triunfo da Igreja sobre toda a opressão, perseguição e oposição que tem
sofrido, são lembretes que nos remetem à certeza e à viva esperança que os
braços de Deus estão debaixo de nós, nos sustentando e nos levando em segurança
rumo àquele dia em que também participaremos da Sua vitória eterna.
Certamente
por isso mesmo, na gramática celestial, o antônimo de medo não seja coragem, e
sim a fé Naquele que é maior do que tudo o que nós ganhamos ou perdemos aqui.
Deus
seja Louvado para todo Sempre amém!
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